Quase toda a água potável do mundo tem plástico. E a sua saúde?

Conversamos com um especialista no tese a entender como a pechincha sobre a presença de microplásticos na água afetaria o seu suficientemente-estar

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13 set 2017, 14h28 – Publicado em 13 set 2017, 14h26

Na semana passada, você deve usufruir ouvido adjudicar de uma pechincha assustadora: levantamento da organização Orb Media encontrou plástico (sim, plástico) em 83% da água potável à qual temos acrescentamento no mundo. E olha que o dificuldade é indeficiente “democrático”: afeta de Estados Unidos a Líbano, por exemplo.

“Enquanto a poluição do esgoto é mais frequente em países pobres, o microplástico não respeita nível socioeconômico”, reitera Paulo Saldiva, médico especialista em saúde ambiental e ecologia aplicada e diretor do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP. já é a hora de entender essa história.

No pau-brasil

Os cientistas recrutados a o estudo — da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos — analisaram a água de vários pontos do planeta, inclusive do nosso país. Por aqui, o jornal Folha de S. Paulo foi o responsável por coletar dez garrafas com água da torneira de diferentes regiões paulistanas e os enviar a experts. As análises nacionais estão restritas à capital paulista.

De convenção com o relatório final, 90% das amostras verde-amarelas continham fibras plásticas em sua composição.

Aquela com maior concentração do material veio da zona oeste da cidade, seguida por uma da região do Parque Ibirapuera e por outra das proximidades do Museu de profissão de São Paulo (Masp).

E eu com isso?

Saldiva explica que o fato de outros poluentes já serem jogados no meio clima — como a fumaça dos carros, por exemplo —, não justifica tratar essa pechincha recente como um pouco normal. Ora, embora faltem pesquisas do efeito da exposição em seres humanos, alguns achados iniciais preocupam.

Exemplo: um estudo da universidade inglesa de Exeter conclui que a exposição a esses compostos, apesar de raramente ser letal, pode comover o crescimento e a fertilidade em vivo. Já outro, esse da Universidade da Carolina do Norte (EUA), revela que essas partículas são tóxicas a a espécie Palaemonetes paludosus, o camarão grama. Mas é importante reforçar que experimentos em bichos devem ser interpretados com cautela.

A grande questão, na realidade, é estarmos tão expostos a um componente forçado do qual sabemos tão pouco. “É como se a gente estivesse vivendo um experimento ecológico”, contextualiza Saldiva. De convenção com ele, devemos ficar atentos às próximas descobertas e pressionar por trabalhos que investiguem a feito dos microplásticos a longo prazo na saúde humana.

O que produzir

No pau-brasil, o líquido analisado pela pesquisa, o que sai da torneira, é comumente usado a cozinhar. Os plásticos presentes lá, portanto, acabam sendo aquecidos na maioria das vezes — o que poderia carregar a conjunção.

Saldiva realiza uma comparação com o bisfenol A, componente de alguns plásticos que interfere na nossa produção hormonal. “Em mamadeiras de queda qualidade, por exemplo, ele é liberado quando esquentado”, diz.

Os dados globais do veemência atestam que já a água filtrada pode carregar essas moléculas. Elas foram encontradas em garrafas e do mesmo modo no líquido que passa por um método chamado de osmose reversa, empregado em alguns aparato domésticos de filtragem. desse jeito, é capaz que os equipamentos disponíveis no mercado não deem conta do recado.

Enquanto as autoridades não entendem melhor o microplástico, qual a vicissitude? “Parar de produzir e comprar tanto plástico”, sugere Saldiva. “Ou, então, desenvolvermos sistemas de descarte mais responsáveis”. O que será que o futuro nos guarda?

Quase toda a água potável do mundo tem plástico. E a sua saúde?

Fonte: https://saude.abril.com.br/suficientemente-estar/agua-potavel-microplasticos-e-a-saude/

caion

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